Sorte

      Faziam anos que aquele barco havia partido daquele mesmo porto. Ele olhava o horizonte, misterioso tal qual o destino dela, que provavelmente jamais voltaria a atracar naquele cais. Ninguém havia.
      Quem sabe havia naufragado durante a viagem, ou talvez se esposado de um homem rico, ou virado escrava no meio do caminho.
     O aperto da dúvida, que reside no coração, ao ter nenhuma ideia sobre onde o grande amor reside nesta terra, faz o destino da cólera, ou qualquer outra peste de morte rápida, parecer palatável.
     Buscar na terra, olhando dos céus, aquela que povoa os sonhos acordados.

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